PALMINHA MATERIALIZA-SE

por Julio Cesar de Carvalho

Estávamos nós participando da reunião de materialização no Grupo da Fraternidade Espírita Humberto de Campos em Itaperuna (vide a crônica: “Um caso de materialização Invisível” e “os espíritos materializam-se: eu vi”).

Em dado momento a garganta fluídica muda de dono – sai o Espírito José Grosso e apresenta-se Palminha –, muito brincalhão tira de todos gostosas gargalhadas. Antes do apagar das luzes, vimos no laboratório uma bancada onde havia duas pequenas prateleiras e nesta se comportavam em torno de cento e vinte recipientes (desses utilizados em farmácia de manipulação com conteúdo aproximado de 150 ml) na cor marrom escuro cuja tampa plástica é aquela do tipo que ao fechar faz um barulho característico.

Percebemos que em cada recipiente havia um rótulo onde fora antes escrito o nome e o endereço do destinatário do medicamento e no seu interior havia uma quantidade de água pura. Percebia-se que a arrumação dos vidros nas prateleiras fora feito de modo impecável: Todos os rótulos voltados para frente, o volume de água do seu interior continha a mesma medida, tudo muito bem organizado. Sobre a bancada podíamos ver vários instrumentos laboratoriais: vários recipientes de vidro e em alguns deles havia no seu interior água cristalina.Logo após Palminha assumir a garganta fluídica, percebemos que os trabalhos no laboratório eram intensos.

Ouvimos a transposição de líquidos de um recipiente para outro fazendo o barulho característico e imaginávamos: Quem é que consegue no escuro, movimentar objetos e líquidos sem provocar qualquer acidente? E o festival de luzes e sons enchia o ambiente de dúvidas e curiosidade… Em dado momento, Palminha vira-se para um dos presentes e pergunta:

“- Jerônimo, você sabe contar?”

Presente estava o fundador do Grupo da Fraternidade Ana Prado (Duque de Caxias – RJ) Sr. Jerônimo que toma um susto e responde:

– Claro, Palminha!

Ao que o mentor amigo continua:

– Pois bem acompanhe comigo!

E logo a seguir abriu o primeiro vidro (aqueles cento e tantos com as tampinhas de plástico) fazendo o barulho característico (plop) nisso o Sr. Jerônimo falou –Um, Palminha foi e abriu o segundo vidro, Sr. Jerônimo falou: -Dois, a contagem ia bem quando Palminha aumentou a velocidade na abertura dos vidros. Pasmem! Nenhum ser humano poderia em local aberto, com luz, fazer o que fora feito naquele ambiente: a abertura dos vidros deu-se em velocidade inimaginável.

Só me lembro do Sr. Jerônimo falando alto: 32,33,34… 47,48,… 85,86. É óbvio que a contagem ficou perdida no caminho. Após o mentor abrir todos os vidros (o que se deu em menos de um minuto) este vira-se para o interlocutor e afirma:

“-É Jerônimo… e eu que pensei que você sabia contar!!!”

Todos nós rimos bastante, foi um momento de descontração. Os trabalhos continuavam no laboratório. As luzes, os sons, Palminha explicando o que estava sendo preparado. Dizia-nos ele que, em cada recipiente estava sendo colocado o medicamento específico para atender as necessidades daquele doente. Logo a seguir, Palminha mais uma vez fala: “- Jerônimo, quer tentar de novo?” Mais gargalhadas… e o Sr. Jerônimo : -É claro! Os vidros então começam a se fechar. E o Sr. Jerônimo começa a contar… 4,5,…15,16…,56,57…(plop..plop…plop).

É óbvio que a contagem se perdeu mais uma vez. Para arrematar Palminha fala: “-Jerônimo, preparamos nesta noite 128 medicamentos!..

Terminados os trabalhos, as luzes se acenderam, curiosos, fomos até ao laboratório e constatamos que os volumes contidos nos recipientes eram os mais variados, confirmando que houvera a sua manipulação, além disso, pudemos notar que todos os rótulos estavam impecavelmente organizados. Logo a seguir, após Maria Helena acordar, ela ainda meio zonza, mostra-nos um recipiente que continha aproximadamente 1 litro de água e lá no fundo havia um aglomerado de partículas semelhante a um óleo viscoso (só que depositado no fundo do recipiente) que quando mexido, misturava-se com a água e ao deixá-lo em repouso aglutinava-se novamente apresentando o aspecto inicial. A médium nos fala que os Espíritos recolheram tal material na Amazônia e que o mesmo deveria ser guardado para tratamento de uma doença que ainda estaria por vir.

Coisas do mundo Espiritual!

LEMBRANÇA DO ANIVERSÁRIO DO GFE OSWALDO CRUZ

Elzenira Almeida Carneiro Klippel

No calendário de eventos do GFEOC constavam com dois que anualmente se repetiam -, já era pré-estabelecido -, um ano os fraternistas do Oswaldo Cruz iriam em caravana a Belo Horizonte e, no ano seguinte, impreterivelmente no mês de outubro, aniversário do GFEOC, o Coral Sheilla e a direção da OSCAL nos visitariam.

Por ocasião destas visitas o Grupo começava a se organizar com antecedência, pois a cada ano a vinda dos caravaneiros a Petrópolis ficava mais concorrida, laços de amizade se fortaleciam, os que vinham contavam aos que ficavam as historias das viagens, o convívio amoroso e alegre, a presença da Espiritualidade e a caravana ia crescendo… em nossa casa a agitação era grande. Reunião de preparação, formação de equipes para hospedagem, alimentação, apoio, transporte, quem ia recebê-los na estrada, quem ia ao aeroporto apanhar o maestro (pois o mesmo alegava problema de coluna e não suportava longas horas sentado), a equipe do café da manhã (eles viajavam durante toda a noite e costumavam chegar muito cedinho a Petrópolis com aquele friozinho de madrugada), era indispensável que o chocolate quente, o cafezinho, as guloseimas estivessem prontas para dar as boas vindas aos nossos queridos visitantes.

Lembrei-me de um ano especial, eles anunciaram que viriam com dois ônibus grandes, lotados. Aí, começaram as indagações: onde hospedar tanta gente, o GFEOC ainda era pequeno, nem todos os freqüentadores dispunham de quarto de hóspedes, mesmo assim cediam suas camas, suas salas, tudo que era possível… Quando estávamos neste impasse nos lembramos que por aqueles dias tínhamos adquirido um velho casarão com a intenção de reformá-lo para nossa futura moradia, os antigos proprietários nos pediram para deixá-lo mobiliado por mais dias, ate que eles que moravam no Rio, pudessem organizar a mudança. O imóvel antigo com cinco quartos pertencera a um velho general que durante várias gerações fora ampliando os espaços para atender à família que crescia a cada temporada de veraneio em Petrópolis.

Não tivermos dúvidas, solicitamos permissão aos ex-proprietários para que pudéssemos hospedar os nossos visitantes enquanto a casa estava mobiliada, eles concordaram e após longa faxina adaptamos o casarão para receber todos os componentes do sexo masculino e as mulheres foram acomodadas nos lares dos companheiros do GFEOC e de alguns simpatizantes.

Bem, alojados estavam, mas não morava ninguém ainda no casarão, como ia ficar a alimentação, roupa de cama?Nesta época tínhamos a Rosa, que trabalhava em nossa casa há muitos anos, gostava de ajudar nos almoços do GFEOC, formava sua própria equipe com as amigas de sua comunidade que logo se apresentavam para nos ajudar. Contávamos com o apoio incondicional da querida irmã Lucia Sixel que nesse momento chegava junto, com apoio total em todas a atividades… Nos programamos e fizemos as previsão para café da manhã, almoço, lanche e jantar. Era hábito do pessoal do Coral, nos dias de apresentação fazer um lanche as 17:00 horas e só jantar depois do evento. Mas quando voltavam vinham famintos pois ficavam muitas horas sem de alimentar, cantando, falando, confraternizando.

Fizemos uma bacalhoada para mais ou menos 23 pessoas, nos esquecemos de lembrar que as esposas, as namoradas, os amigos, os componentes do GFEC, os visitantes que assistiam o coral pela primeira vez, todos fizeram questão de ir confraternizar no velho casarão, cantar, tocar violão, abraçar e veio uma multidão… e nós, equipe de alimentação que não havíamos pensado nesta possibilidade caímos de quatro, e agora? O que fazer para não deixarmos nossos ilustres visitantes dormirem com fome?

Vocês não imaginam as loucuras que Lucia, eu e equipe tivemos que improvisar.

Tempos bons ótimas recordações.

Ainda tem mais lembranças destes eventos, depois eu conto o resto…

OS ESPÍRITOS PODEM TORNAR-SE VISÍVEIS?

Relatado por Daniel Pinto dos Santos – Transcrito por Julio Cesar de Carvalho

No Movimento da Fraternidade, desde o seu nascedouro, sempre houve casos de materialização.

O nosso fundador, Sr. Daniel Pinto dos Santos, nos contava dos contatos com os amigos espirituais. Certa feita relatava ele, alguns amigos do Grupo da Fraternidade Espírita Oswaldo Cruz, foram convidados a participar de uma dessas reuniões na cidade Belo Horizonte (MG).

Sessão em andamento fez-se presente o mentor José Grosso. Este muito brincalhão, conversa com todos, chamando-os pelo nome, perguntando sobre suas atividades, responsabilidades com a doutrina, etc.

Em dado momento, Daniel desconfiado se realmente havia ali espírito, e percebendo que o amigo materializado iria passar por ele, coloca um dos pés à frente, tentando desta forma provocar um tombo no visitante. José Grosso percebendo a peraltice do irmão fala em alto e bom tom:

“Já tomei muitos tombos nas vidas passadas, mas Daniel, não vai ser desta vez que você me fará cair!”, e deu uma boa gargalhada.

Os presentes, no escuro total, riram sem saber o que pudera ter acontecido. Terminada a reunião o Sr. Daniel, questionado pelos amigos “encarnados” relata suas intenções. Naquele final de semana o assunto não foi outro no meio espírita.

44 ANOS DE GFE OSWALDO CRUZ

25 e 26 de Outubro de 2003

“Dias de muitas Alegrias e Fraternidade”

Vivenciamos no sábado, 25 de Outubro passado, momentos de alegria e de real fraternidade. Já pela manhã aguardávamos com bastante ansiedade a chegada dos queridos confrades do Coral Espírita Irmã Scheilla de Belo Horizonte. Não demorou e todos já estavam tomando aquele café preparado com muito carinho. Pouco depois entoávamos cânticos espiritualizantes. Os irmãos que iriam hospedar os coralistas não demoraram a chegar e todos partiram para os lares em busca do descanso merecido. Ao anoitecer os confrades começaram a chegar e juntaram-se ao presentes totalizando aproximadamente 250 pessoas. Ato contínuo, o Coordenador Geral do GFE Oswaldo Cruz, Márcio Rezende dos Santos, rendeu justas homenagens aos fundadores do Grupo e suas esposas pela dedicação empreendida ao longo desses 44 anos. A seguir o Coordenador Geral da OSCAL (Organização Social Cristã-Espírita André Luiz), Célio Allan Kardec de Oliveira, trouxe sua mensagem esclarecedora e otimista. Em seguida, o Coral Espírita Irmã Scheilla se apresenta, encantando e emocionando a todos com hinos de João Cabete e músicas do cancioneiro popular. Foram momentos de grande enlevo espiritual. Para finalizar, o bolo foi partido e voltamos para os nossos lares com as doces lembranças dos bons momentos vividos.

26 de Outubro – 59 ª Regional dos Grupos de Fraternidade da 1ª Região
no Aniversário do GFE Oswaldo Cruz

Na manhã do dia seguinte, o café amigo aguardava a todos, e não demorou para que as caravanas vindas das diversas cidades do estado do Rio de Janeiro começassem a chegar, somando desta vez aproximadamente 300 pessoas. Após os abraços e reencontros partimos para o salão onde os trabalhos foram iniciados. Logo a seguir o Coral apresenta-se novamente emocionando mais uma vez a todos. Não tardou e já almoçávamos com alegria e entusiasmo. Sr. Daniel pediu então ao maestro Aguiar que o coral cantasse na área destinada a construção de novas salas o que foi aceito de pronto. E naquele local, o Coral Scheilla nos levou as lágrimas com as suas belas músicas. A partida dos coralistas rumo a Belo Horizonte foi, como sempre, com muita emoção. Achávamos então que os momentos felizes tinham chegado ao fim, qual nada, voltamos ao salão e as mocidades se apresentavam e o ambiente começava a ser preparado para a espiritualidade amiga se fazer presente: Apresentarem-se José Grosso, Scheilla, Joseph Gleber, Palminha e muitos outros, trazendo palavras de estímulo e perseverança, fé e esperança. Não demorou e todos, voltamos para os nossos lares com a certeza do dever cumprido, além, é claro, com o coração repleto de vibrações fraternais. Quanta Felicidade! Salve a Fraternidade!

Julian Tamancoldi Probst & Julio Cesar de Carvalho (G.F.E. Oswaldo Cruz – 1ª Região)

MENSAGEM DO IRMÃO KLEBER KLIPPEL

por Laércio Klippel

No dia 27 de fevereiro de 1988, eu estava completando 46 anos e me encontrava em minha antiga residência na Rua Bartolomeu de Gusmão, ouvindo o “Bolero de Ravel”, música preferida de meu irmão que havia desencarnado em 03 de setembro de 1981 com 38 anos, em acidente de carro. Em dado momento, entre um acorde e outro, percebi a presença de meu amado irmão, que veio ao meu encontro, abraçando-me. Fiquei bastante emocionado e passados alguns dias, estava eu no Grupo da Fraternidade Espírita Oswaldo Cruz para ser preciso, no dia 03 de março, recebi através da psicografia de nossa irmã Terezinha Guida a seguinte mensagem:

“Para meu mano o meu abraço carinhoso.

O meu desejo de que você progrida mais, continue o trabalho de amor ao próximo.

Feliz você de poder fazer tudo isso, mesmo antes de se encontrar por aqui.

Você tem recebido o presente maior que e a oportunidade de pertencer a esta casa, casa de oração e de amor.

Fui lá lhe dar o meu abraço. Parabéns !

Parabéns Mano.

Muita Paz

Muito Amor

Kléber”

Alguém tem dúvidas de que a morte não existe?

DEFICIENTE AUDITIVO

por Laércio Klippel

A ligação afetiva dos companheiros do Grupo da Fraternidade Oswaldo Cruz com Belo Horizonte era algo maravilhoso, para alimentar esse convívio amoroso e buscar orientação e equilíbrio na palavra da espiritualidade, o nosso grupo quase todos os anos organizava uma caravana rumo a cidade irmã em compromissos espirituais.

Naquele ano, 1976, também seríamos agraciados com a participação a noite na reunião de efeitos físicos realizada aos sábados a noite no prédio da “Casa da Criança” no bairro Floresta.

A reunião acontecia com a ausência total de luz em salão apropriado. Sabíamos de antemão que quando as luzes se apagassem, em virtude da minha perda auditiva (que na época era de 50%) poderia não ouvir o que os Espirítos iriam falar, uma vez que eu sempre fazia leitura labial para complementar o entendimento. Fiquei preocupado: Quando os Espíritos falarem comigo como irei saber?

Fiz o seguinte, pedi a Ana que sentou-se ao meu lado para proceder da seguinte forma: -Se a espiritualidade se dirigir à mim, você repete no meu ouvido. Combinado? Ela confirmou: -Tudo bem, combinado.

Inicia a reunião, José Grosso se apresenta e começa a andar pelo ambiente falando com cada um dos presentes, eu estava aflito, pois somente ouvia o sussurro de sua voz pouco compreendendo o que ele estava falando.

Bem, pensei, sendo parcialmente surdo, Jose Grosso simplesmente não vai se dirigir a mim…

Percebi pelo som de sua voz que ele estava se aproximando de onde nós estávamos.

De repente ouço uma voz grave gritando no meu ouvido: LAÉRCIO TUDO BEM ??! ….

Foi uma gargalhada geral, pois todos entenderam de imediato o porquê daquele inusitado chamado.

Obrigado Jose Grosso pela emoção daquele momento.

OS ESPÍRITOS MATERIALIZAM-SE – EU VI!

por Julio Cesar de Carvalho

Estávamos nós participando da reunião de materialização no Grupo da Fraternidade Espírita Humberto de Campos em Itaperuna (vide a crônica : “Um caso de materialização Invisível”) e a reunião mal havia começado, percebemos um festival de luzes e cores, bolas coloridas partiam da sala onde encontrava Maria Helena Pireda – médium de efeitos físicos -, indo chocar-se contra o teto, retornando e movimentando-se aleatoriamente. Em dado momento, percebemos um voz grave fazer-se presente, todos nós já sabíamos a quem ela pertencia: era o Espírito José Grosso. Impressionante o que presenciei e tentarei relatar com o máximo de detalhes possíveis. Ao procurar com os olhos, no escuro, de onde partia aquela voz, a curiosidade só aumentava. Onde estaria aquele “auto-falante”? Procuramos em vão e difícil foi achar a origem. Percebemos no ambiente um objeto que lembra uma lâmpada, de cor vinho com tonalidades vermelho-alaranjada, este objeto movia-se no ambiente entre os participantes e aumentava e diminuía a sua radiação à medida em que a voz do seu interior era propagada. Ficamos extáticos acompanhando as manobras sutis do suposto objeto. Viemos a sabor depois que tratava-se de uma garganta fluídica materializada e foi-nos informado também que os espíritos nem sempre se materializam por completo, aproveitando ao máximo vigente em propósitos superiores. Esta garganta movia-se e conversava ao mesmo tempo, com todos os ali presentes. Lembro-me bem quando o Espírito estaciona ao meu lado direito (à esquerda encontrava a Lilian – maestrina) e faz a seguinte pergunta: “- Julio! Tudo bem? … Que emoção… José Grosso falando comigo… e eu… hã… sim… Graças à Deus… e ele me faz outra pergunta: “Como está sua mãe D. Celeste?” e eu respondo: – Bem… José Grosso fala a seguir: “Mande um abraço para ela… fala que foi o Zé quem mandou…” fiquei muito emocionado… primeiro minha mãe estava em Petrópolis, segundo ninguém daquela cidade conhecia minha mãe, muito menos o médium… e assim aconteceu com todos os presentes: Zé Grosso chegava, conversava, procurava saber dos entes queridos. A reunião transcorria e a minha preocupação é que a qualquer momento aquilo tudo iria acabar e teríamos que voltar ao mundo material. Como a Doutrina Espírita é rica! Quantos caminhos ainda a desvendar? O que mais estaria por vir?…

UM CASO DE MATERIALIZAÇÃO “INVISÍVEL”

por Julio Cesar de Carvalho

Nos idos dos anos 90 participávamos do Coral Espírita Oswaldo Cruz, este comandado pela maestrina Lilian filha da querida Dagmar – trabalhadora operosa de nossa casa –, o coral era um grupo muito coeso e foram muitas as excursões que fizemos para cantar em diversas casas e encontros espíritas. Haveria naquele ano um encontro na cidade de Itaperuna, e à época o então Coordenador Geral Laércio Klippel – entusiasta das excursões aos grupos de fraternidade–, procurou logo preparar uma caravana para visitarmos a cidade norte fluminense. Sabendo ele das reuniões de materialização que acontecia no Grupo da Fraternidade Humberto de Campos, entrou em contato com o seu dirigente Josias Pireda, manifestando o interesse de levar alguns integrantes da atividade mediúnica do “Oswaldo Cruz”. O amigo Pireda avisou que iria consultar os amigos espirituais mentores das atividades e que informaria na semana seguinte. A resposta veio positiva, os mentores pediram que o amigo Laércio fizesse uma lista com os nomes dos irmãos que poderiam agregar a futura reunião. A lista foi preparada com todo o cuidado e muitos trabalhadores do Grupo Oswaldo Cruz queriam de alguma forma estar presentes a tão falada reunião de materialização. Muitos nomes foram incluídos e a lista foi enviada pelos correios (como os tempos mudam… hoje bastaria um email…). Passados alguns dias, Pireda liga para o Coordenador Laércio e informa que a Espiritualidade tinha autorizado a presença de alguns integrantes. Dentre eles estavam este que vos fala, a maestrina Lilian, Laércio e Elzenira Klippel, Linda Freitas, Alcino Franco e Pedro Paulo dos Reis (espero não ter esquecido de ninguém). Tivemos ainda que na semana que precedia o evento entrar em jejum total de carne, manter alimentação frugal, meditação, enfim, preparar-se para contribuir com a reunião tão esperada. Os dias transcorriam normalmente e estávamos ansiosos para que a data chegasse logo, afinal não é todo dia que se pode “ver espíritos”. Pois bem, o dia chegou. Partimos de Petrópolis no sábado pelo manhã em caravana com 42 integrantes, muita alegria, muita fraternidade, muitos cânticos. Lembro-me bem da nossa irmã Therezinha Guida entoando cânticos, animando a viagem inteira. Chegando em Itaperuna, nos acomodamos em hotel no centro da cidade e começamos a nos preparar para a noite. Uma hora antes da reunião, nos dirigimos para o GFE Humberto de Campos e o encontro de fraternistas é um caso particular da convivência humana, é algo diferente, indescritível, todos se conhecem, todos se beijam, sem jamais ter-se visto antes… Naquele encontro festivo, todos estávamos curiosos: o que vai acontecer? Será que é verdade? Espíritos se materializam?… No momento determinado, fomos convidados a entrar na sala de materialização. O ambiente era composto de três salas: uma maior com aproximadamente 25 a 30 cadeiras que serviria para a assembléia, outra menor onde estava o laboratório: esta sala não tinha paredes, somente um parapeito de um metro de altura que servia de divisão, e ao lado uma outra saleta pequena onde estava uma cama onde a Maria Helena Pireda – médium de materialização – ficaria acomodada. O mais interessante é que quem já conviveu com Maria Helena pode atestar: dessa nossa amiga, de seus poros, de todo o seu ser exala perfume de rosas – tão comum quando da presença da mentora Scheilla. Da sala a que fomos acomodados dava para ver as demais e após a prece inicial, começamos a entoar cânticos preparando o ambiente. Minutos depois, a luz foi apagada. Cabe um esclarecimento: Para que haja a materialização é necessário que o ambiente esteja hermeticamente protegido da luz – natural ou artificial – uma vez que as moléculas do ectoplasma se quebram ao contato com esta. Não demorou muito e começamos a ver no ambiente luzes coloridas, flashes semelhantes aos das máquinas fotográficas, naquele festival de cores e sons, cutuquei a Lilian ao meu lado: Lilian, Lilian, está vendo? E ela: O que? Em voz baixa falei… – As luzes? E ela : – Que luzes?… E percebendo o que acontecia disse: Abra os olhos!!!Hããã disse ela: Esqueci de abrir os olhos, tudo estava escuro mesmo… Até aquele momento para nós outros, já estava ocorrendo a materialização, para a Lilian a materialização estava invisível… Este caso ficou “esquecido” por mim por longos 15 anos. Há pouco tempo atrás o amigo Wander, irmão nosso, integrante do Coral à época, estando no Grupo me fez lembrar do caso, demos boas gargalhadas…

LEMBRANÇA DO ANIVERSÁRIO DO GFE OSWALDO CRUZ – II

por Elzenira Almeida Carneiro Klippel

O GFEOC crescia a cada ano, a fama do Coral Sheilla já se espalhara pela cidade, nossos aniversários eram comemorados com muita alegria. E naquele ano obviamente, a pequenina sede não comportaria tão grande público, já havíamos espalhado convite pela cidade, pelas casas espíritas e não sabíamos onde poderíamos fazer a apresentação do Coral Sheilla, quando alguém lembra que o Colégio Santa Isabel alugava o seu auditório para eventos.

A direção do GFEOC entrou em contato com as irmãs, explicou que era um coral com repertório de músicas cristãs do cancioneiro popular bastante selecionado e que em nada comprometeria o bom nome da Casa. Levamos a programação do Coral e as Irmãs do Colégio Santa Isabel concordaram alegremente em alugar o espaço.

Na véspera da chegada do Coral ao GFEOC, recebemos um telefonema da Direção do Colégio Santa Isabel avisando que o Bispo da Cidade soubera do acontecimento de que o colégio alugara o auditório para um Coral Espírita e não concordava com aquela decisão solicitando as irmãs que desistissem do contrato. Elas estavam muito constrangidas, mas não poderiam contrariar o Bispo.

A diretoria do GFEOC ficou sem chão, tudo programado, o Coral chegando, convites pela rádio, imprensa, e agora? As irmãs sugeriram que fosse feita uma visita ao Bispo pelos diretores e explicassem os objetivos, falassem do Coral… No outro dia, ou seja no dia da apresentação , quando os dirigentes da Oscal chegaram, a diretoria do GFEOC se reuniu com os mesmos, explicou a situação e eles que haviam viajado a noite toda nem pensaram em descansar… Vamos todos ao Palácio do Bispo, precisamos resolver esta situação, mas antes, em oração convocaram Sheilla, Zé Grosso, Palminha, Josef Cleber, todos para juntos persuadirem a autoridade máxima da Igreja a liberar as irmãs do Colégio Santa Isabel para manterem o compromisso com o GFEOC. Bem! Pelo jeito a equipe do lado de lá não poupou esforços e os encarnados deram conta direitinho do recado. O Bispo resolveu permitir com uma ressalva, que as irmãs não comparecessem ao evento porque elas estavam bastante animadas com a programação.

O que aconteceu por trás dos bastidores não podemos descrever, mas com certeza foi uma das apresentações mais harmoniosas e bela do Coral Sheilla em Petrópolis.

Se as irmãs estavam lá atrás, bem, isto eu não sei.

A TRANSCOMUNICAÇÃO AO ALCANCE DE TODOS

por Julio Cesar de Carvalho

No período de 22 a 24 de maio de 1992 tivemos a oportunidade impar de participar do I Congresso Internacional de Transcomunicação, levado a efeito em São Paulo, no Centro de Convenções do Anhembi.

Na ocasião veio ao Brasil os maiores transcomunicadores da Europa. Lá estivemos: eu, Carlos da Gama Campos,, Marli Gama, Mauro Arruda, Laércio Klippel, Elzenira Klippel e Pedro Paulo dos Reis.

Foi um fim de semana de muita aprendizagem. Tivemos contato com os precursores da transcomunicação no Brasil, dentre eles a Dra. Marlene L. S. Nobre e Clóvis Tavares. Este último já esteve aqui em nosso Grupo falando do assunto.

Durante o congresso participamos com todo o entusiasmo das diversas atividades, compramos vários livros que tratavam do assunto e chegamos à seguinte conclusão:

– Está na hora de falar com os Espíritos através de Instrumentos! De volta à Petrópolis, trazia eu um exemplar do Livro: Transcomunicação Instrumental de Karl W. Golstain -,  neste obra havia vários esquemas eletrônicos de como preparar aparelhos para “falar com os mortos”.  Naquela semana procurei no comércio especializado os componentes necessários para preparar o “transcomunicador“.

Montei o equipamento, seguindo rigorosamente o esquema eletrônico apresentado:

-Era um conjunto composto de transistores, resistências, auto-falante e outros componentes eletrônicos de fácil instalação. Assim foi feito. Terminada a montagem, avisei a todos os neo-transcomunicadores que já poderíamos entrar em contato com o plano astral, afinal, como ouvimos no congresso, todos nós tínhamos capacidade de nos comunicar.

O amigo Carlos Gama, entusiasta desde os primeiros momentos foi logo falando:

-Vamos nos reunir! Chamem todos! Dito e feito.

Convidamos: Laércio, Elzenira, Pedro Paulo e o Gama para estarem em nossa casa naquela semana para ligar a última novidade em termos de comunicação com o além. No dia determinado, falamos de como o instrumento iria funcionar: bastaria ligar na energia elétrica, girar um dial para sintonizar a “estação dos mortos” e pronto. Sentamos em nossa casa em volta de uma pequena mesa no centro da sala, fizemos uma prece e ato contínuo, começamos a buscar no dial a tão esperada estação intermundos. Gira prá cá, gira prá lá e nada…

– “Não é possível, tudo está certo”, dizia eu, “revi o esquema eletrônico várias vezes…” E nada… em dado momento, consegui captar uma estação a princípio um chiado e com todo o cuidado do mundo, fui lentamente buscando a sintonia fina e de repente ouvimos a seguinte mensagem

“Os tempos são chegados! O momento é agora! Preparem-se todos! Jesus espera muito de nós!”

Olhamos uma para a cara do outro e gritamos:

-Viva! Conseguimos! Carlos Gama pega o óculos que estava em cima da mesa e arremessa-o na parede, afirmando:

-Podemos falar com os mortos!

Elzenira ria descontroladamente, os olhos do Laércio brilhavam qual criança que acaba de receber um presente novo. Pedro Paulo com sorrisinho discreto também vivia aquele momento ímpar. Voltamos à realidade, queríamos continuar a receber as mensagens vindas do além e para o nosso espanto ouvimos a seguir :

– “Você está sintonizado em ZYJ… rádio Melodia, a primeira rádio evangélica de Petrópolis!”

Foi uma gargalhada geral! Elzenira chorou de tanto rir… O Gama ficou atônito: – Não é possível! O Laércio descontrolado :

– Pô, isso não pode estar acontecendo! Pedro Paulo continuou com o seu sorriso discreto, meneando a cabeça.

–Onde erramos? Tentamos ainda várias vezes naquela noite e só conseguíamos sintonizar a dita rádio evangélica.

Frustrados, despedimo-nos arrasados:

-O que faltou? Era a pergunta sem resposta…

Em outras oportunidades fomos visitar uma estação de transcomunicação na cidade do Rio de Janeiro e percebemos por fim que é mais fácil falar com os mortos nas reuniões mediúnicas. Mas esperem:

– Ninguém desistiu não… Estamos dando um tempo… Agora sabemos que o Laércio e Elzenira lá em Salvador faz parte da Sociedade Ólon – entidade que dentre tantas atividades também faz experimentações  com Transcomunicação Instrumental. Aguardemos, dia virá em que a comunicação como o mundo dos “mortos “ será tão simples, como hoje falamos ao celular. Quem viver verá! Quem não viver, será o porta-voz das notícias do além.

“Há muitas coisas entre o céu e a Terra do que supõe nossa vã filosofia!”

Willian Shakespeare